Quanto amor em uma imagem! Não é mesmo? Existe troca de amor entre mães e filhos que utilizam mamadeira? Claro que sim. Eu já vivi as duas realidades. Sou mãe de três, mas é a primeira vez que consigo realizar a amamentação prolongada. Com as minhas duas primeiras filhas eu utilizei da mamadeira sim. Por falta de informação, excesso de pitacos e até mesmo de apoio profissional, minhas filhas sofreram com o desmame precoce. Nas duas primeiras gestações, eu me preparei para amamentar, mas sempre achei que amamentar era algo somente físiológico. Que bastava hidratar bem os mamilos para não racharem e pronto. Era colocar o bebê pra sugar e o leite sairia como um milagre. Só agora, na terceira gestação é que eu fui conhecer e procurar informações sobre esse universo maravilhoso que é amamentar. Desde o início, eu quis e muito amamentar a Luísa. Era como se faltasse algo em mim. Eu queria muito viver essa experiência. E hoje, o que eu posso falar sobre esse processo? Posso dizer que não é nada fácil e que muito menos é algo natural. Para amamentar, é preciso acima de tudo estar bem psicologicamente. Sem estresse, sem ressentimentos no coração, sem pressa... Amamentar, principalmente após o sexto mês, é doação. Por muitas vezes, achei que não fosse conseguir. A cada pico do crescimento (assunto que merece um post), a cada salto do desenvolvimento, a cada dentinho que nascia, eu pensava que não daria conta. Mas, enfim, já estou a 1 ano e 1 mês de amamentação em livre demanda e só tenho a agradecer a Deus por ter me permitido viver esses momentos. Como disse a pediatra da Luísa, até o sexto mês é uma "obrigação" de quem conseguiu amamentar. Depois disso, só se você se sentir bem e quiser muito. Mas, eu quis e garanto que não há experiência melhor como mãe. Luísa nunca teve nenhuma infecção, ao contrário das minhas outras duas filhas nessa idade. Ela aceita muito bem as frutas e a comidinha dela. É uma criança feliz e saudável. Mas, voltando ao início do post, hoje eu quero falar das muitas barreiras, que nós mães, enfrentamos para amamentar. Listei algumas delas:
1 - Falta de informação - Não sei vocês, mas eu tive pouquíssimas informações sobre o ato de amamentar nas minhas consultas com o obstetra. Na minha primeira gestação me perguntaram se eu tinha bico de seio, me receitaram uma pomadinha e pronto. Acredito que as primeiras orientações deveriam ser passadas nas nossas consultas mensais. Isso daria a toda gestante uma tranquilidade a mais para quando o grande momento chegasse.
2 - Pouco suporte na maternidade - Eu, por duas vezes, fui indagada por enfermeiras perguntando se eu queria que enchessem a chuquinha da minha filha de fórmula infantil para que ela dormisse a noite toda e me deixasse descansar... Por isso, volto a afirmar que muitos serviços não conseguem dar o apoio que a mãe precisa e acabam por estimulá-la a aceitar a oferta precoce de fórmula infantil, em muitos casos sem necessidade.
3 - A falta de apoio suficiente da família - A mãe lactante precisa e muito de ajuda. Mas, não é ajuda só pra trocar uma fralda do bebê, dar um banho ou pegá-lo no colo. É apoio emocional, incentivo e estímulo. Como eu já disse, amamentar não é um mar de rosas, mas é maravilhoso quando temos uma rede de apoio.
4 - Não conseguir descansar! - Nossa! Não existe nada pior do que uma mãe em seu puerpério receber visitas de meia e meia hora... Nesse período, mãe e filho estão se conhecendo, a rotina da casa está de cabeça pra baixo, tudo está em fase de adaptação, tanto o corpo quanto o coração. Então, evite visitar essa mãe. Ligue, mande mensagem, whatsapp... Mas, por favor, aguarde um momento melhor. Essa mãe tem que dormir quando o bebê dormir... Ela precisa e muito descansar para que seu corpo produza leite.
5 - Beber pouco líquido. Sim! Esse é um grande problema! Pense que você precisa estar muito hidratada para poder amamentar. Além de descansar, a lactante precisa ingerir muito líquido e se alimentar bem. Pense que o seu leite materno é um reflexo do seu estado nutricional. Se hidrate. Beba mais de 3 litros de água por dia. Tome chás. Invista nas frutas que possuem bastante líquido como a melancia e o melão. Antes de iniciar a amamentação do seu filho, beba um copo bem cheio de água. É assim que eu faço até hoje e ainda conto com a minha rede de apoio (filhas, marido e mãe) que já sabem disso, e sempre vem rapidinho com aquele copinho de água na mão. Não sei vocês, mas todas as vezes que vou amamentar, a minha boca fica seca e aí já tenho mais um motivo pra tomar água.
6 - Dar ouvido aos ¨palpiteiros de plantão¨ - Ai, não gosto nem de lembrar que foi assim que o meu leite secou na minha primeira experiência na amamentação... Uma dessas "visitas" ia todos os dias na minha casa para ver se eu estava amamentando. Me perguntava o tempo todo se estava saindo leite. Dizia que minha filha estava muito magrinha, que meus seios eram muito pequenos, que não devia estar saindo nada dali... Sofri! Chorei muito! Todas as noites... Um mês e meio. Até entrar em uma quase ¨Depressão pós-parto¨. Inexperiente, com pouca informação, acabei me rendendo a mamadeira para tirar aquela culpa que pesava sobre mim de que a minha filha estava ¨passando fome¨, segundo ela. Então, lembre-se que sempre terá alguém para dizer que o seu leite é fraco, que ela não amamentou o filho e nem por isso, ele deixou de ser super saudável, etc. Tampe os ouvidos, por favor!!!
7 - Ser levada a acreditar que amamentar é ¨um mar de rosas¨e pensar que se não está sendo fácil é porque está errado. Acreditem, é totalmente o contrário! Amamentar é bem complicado. Exige tempo, resiliência, dedicação...
Então, não desista! Você pode e deve amamentar!
Bjo grande de uma mãe de três
Magda Rocha Castellano
1 - Falta de informação - Não sei vocês, mas eu tive pouquíssimas informações sobre o ato de amamentar nas minhas consultas com o obstetra. Na minha primeira gestação me perguntaram se eu tinha bico de seio, me receitaram uma pomadinha e pronto. Acredito que as primeiras orientações deveriam ser passadas nas nossas consultas mensais. Isso daria a toda gestante uma tranquilidade a mais para quando o grande momento chegasse.
2 - Pouco suporte na maternidade - Eu, por duas vezes, fui indagada por enfermeiras perguntando se eu queria que enchessem a chuquinha da minha filha de fórmula infantil para que ela dormisse a noite toda e me deixasse descansar... Por isso, volto a afirmar que muitos serviços não conseguem dar o apoio que a mãe precisa e acabam por estimulá-la a aceitar a oferta precoce de fórmula infantil, em muitos casos sem necessidade.
3 - A falta de apoio suficiente da família - A mãe lactante precisa e muito de ajuda. Mas, não é ajuda só pra trocar uma fralda do bebê, dar um banho ou pegá-lo no colo. É apoio emocional, incentivo e estímulo. Como eu já disse, amamentar não é um mar de rosas, mas é maravilhoso quando temos uma rede de apoio.
4 - Não conseguir descansar! - Nossa! Não existe nada pior do que uma mãe em seu puerpério receber visitas de meia e meia hora... Nesse período, mãe e filho estão se conhecendo, a rotina da casa está de cabeça pra baixo, tudo está em fase de adaptação, tanto o corpo quanto o coração. Então, evite visitar essa mãe. Ligue, mande mensagem, whatsapp... Mas, por favor, aguarde um momento melhor. Essa mãe tem que dormir quando o bebê dormir... Ela precisa e muito descansar para que seu corpo produza leite.
5 - Beber pouco líquido. Sim! Esse é um grande problema! Pense que você precisa estar muito hidratada para poder amamentar. Além de descansar, a lactante precisa ingerir muito líquido e se alimentar bem. Pense que o seu leite materno é um reflexo do seu estado nutricional. Se hidrate. Beba mais de 3 litros de água por dia. Tome chás. Invista nas frutas que possuem bastante líquido como a melancia e o melão. Antes de iniciar a amamentação do seu filho, beba um copo bem cheio de água. É assim que eu faço até hoje e ainda conto com a minha rede de apoio (filhas, marido e mãe) que já sabem disso, e sempre vem rapidinho com aquele copinho de água na mão. Não sei vocês, mas todas as vezes que vou amamentar, a minha boca fica seca e aí já tenho mais um motivo pra tomar água.
6 - Dar ouvido aos ¨palpiteiros de plantão¨ - Ai, não gosto nem de lembrar que foi assim que o meu leite secou na minha primeira experiência na amamentação... Uma dessas "visitas" ia todos os dias na minha casa para ver se eu estava amamentando. Me perguntava o tempo todo se estava saindo leite. Dizia que minha filha estava muito magrinha, que meus seios eram muito pequenos, que não devia estar saindo nada dali... Sofri! Chorei muito! Todas as noites... Um mês e meio. Até entrar em uma quase ¨Depressão pós-parto¨. Inexperiente, com pouca informação, acabei me rendendo a mamadeira para tirar aquela culpa que pesava sobre mim de que a minha filha estava ¨passando fome¨, segundo ela. Então, lembre-se que sempre terá alguém para dizer que o seu leite é fraco, que ela não amamentou o filho e nem por isso, ele deixou de ser super saudável, etc. Tampe os ouvidos, por favor!!!
7 - Ser levada a acreditar que amamentar é ¨um mar de rosas¨e pensar que se não está sendo fácil é porque está errado. Acreditem, é totalmente o contrário! Amamentar é bem complicado. Exige tempo, resiliência, dedicação...
Então, não desista! Você pode e deve amamentar!
Bjo grande de uma mãe de três
Magda Rocha Castellano

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